7 estatísticas interessantes sobre sustentabilidade que você precisa saber

28 de Fevereiro de 2017

7 estatísticas interessantes sobre sustentabilidade que você precisa saber

Com o intuito de mostrar como o Brasil está se desenvolvendo sustentavelmente, vamos listar pontos importantes que foram abordados na 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do país. Este estudo foi feito para traçar um panorama do país, nas dimensões ambiental, social, econômica e institucional.

1 EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO
• Entre 2004 e 2011, as emissões de gás carbônico (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, caíram 84,4% no setor de mudança do uso da terra e florestas. Isso ocorreu em consequência da queda do desflorestamento na Amazônia, que mostrou tendência de queda entre 2005 e 2013, atingindo o nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).

2 DESMATAMENTO
• No período de 2008 a 2013, o ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios, com 115.184 focos. Enquanto em 2010, o ano com o maior valor, haviam sido 249.274 focos. Os incêndios se concentram em algumas regiões, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal.
• O desflorestamento bruto acumulado de 1997 a 2013, a análise das duas metades desse período de 16 anos mostra uma desaceleração: entre 1997 e 2004, a área desmatada foi de 159.078 km², enquanto de 2005 a 2013 foram desmatados 89.158 km².

3 RECICLAGEM
• Existe uma tendência de crescimento da reciclagem entre 1993 e 2012. As latas de alumínio mantiveram seu destaque, com o reaproveitamento de 97,9% em 2012. Em 2011, por exemplo, o Índice de Reciclagem de alumínio (não apenas latas) para o Brasil foi de 98,3%, superior ao do Japão (92,6%), Argentina (91,7%) e Estados Unidos (65,1%), conforme apresentado pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem. Isto se deve a vários fatores, como a existência de mercado de reciclagem em todas as regiões do país, a facilidade para coletar, transportar e vender, a sua disponibilidade durante todo o ano e o alto valor de mercado da sucata de alumínio.

4 ENERGIA RENOVÁVEL
• A energia renovável perdeu participação na matriz energética brasileira, registrando, em 2012, sua menor participação em uma década (42,4%). Por outro lado, a participação de petróleo e derivados, fontes não renováveis de energia, aumentou de 36,7% para 39,2% entre 2008 e 2012.

5 FAUNA EM EXTINÇÃO
• Existem 627 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, metade delas na categoria vulnerável. Os grupos que apresentam maior número de espécies ameaçadas são as aves (160), os peixes de água doce (142) e os insetos (96 espécies). Entre os biomas, a Mata Atlântica tem o maior número de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), com o cerrado (131 espécies da flora) e a Amazônia (118 espécies da fauna) a seguir.

6 AGROTÓXICOS
• Uso de agrotóxicos mais que dobrou em dez anos. Os valores de comercialização de agrotóxicos e afins por área plantada registraram um aumento contínuo a partir de 2009, alcançando 6,9 kg/ha em 2012. Isto representa um acréscimo de 4,2 kg/ha num período de dez anos, tendo em vista que em 2002 o valor foi de 2,7 kg/ha.

7 DOENÇAS
• Mesmo apresentando tendência de declínio, o número de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) ainda é elevado. Em 2013, ocorreram 202,6 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 37,8% na comparação com 2000 (326,1 por 100 mil habitantes). As diferenças regionais são marcantes: enquanto na região Norte, 396,1 pessoas foram internadas para cada 100 mil habitantes, no Sudeste esse número chegou a 78,3, em 2013. Em relação aos estados, alguns atingiram valores superiores a 500 (Maranhão, Piauí e Pará), enquanto em São Paulo foram 55,5 internações por 100 mil habitantes, o menor valor do país.

O tema sustentabilidade para alguns pode parecer irrelevante e intangível, porém os efeitos reversos ao conceito de preservação ambiental traz consequências que interferem diretamente na vida humana. Aos poucos, em problemas pequenos e cada vez mais recorrentes, percebemos as atitudes poluentes que os cidadãos tomam no dia a dia. Tomar conhecimento destes fatos reais, talvez despertem para novos posicionamentos e ações.
Ficou surpreso com os números? Qual a sua expectativa para o futuro? Deixe seu comentário!

*Fonte dos dados: www.ecobrasilia.com.br
*Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) - Brasil 2015